quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Quando nascemos, já vimos pré-destinados, e confinados a uma linha que nos irá guiar na vida, nunca esquecendo que, nós próprios, temos o livre arbítrio de mudar tudo aquilo que o nosso interior achar necessário, para o nosso crescimento enquanto individuo.
Em todas as etapas da vida, seja qual for o estágio em que nos encontramos, existem rupturas, existem esperanças, existem pessoas, existem situações que nos fazem quebrar, que nos fazem crescer, que nos fazem obter e nunca esquecer, o que de negativo teve e o que de positivo nos deu.
A força vem dentro, e é com ela que conseguimos que ao nosso redor as coisas funcionem de forma perfeita.
Perfeição .... realmente é contraditório quando falamos de perfeição, porque sabemos que isso nao existe, nada o é, nem ninguem o é, apenas uma ilusão imaginária de quem se quer sentir bem.
Mas nao esmoreçamos, ainda a procissão vai no átrio e a floresta é bem grande, com muitos quilometros a percorrer.
É uma estrada comprida, umas vezes solitária, outras, demasiadamente preenchida.
Meio termo?
Realmente o ser humano nao consegue arranjar um meio termo, sente demais ou de menos, ama demais ou de menos, sofre demais ou simplesmente ignora o sentimento, corre demais ou encostasse ao primeiro pilar que aparece, porque tudo é mais fácil se nao houver esforço.
Mas de que vale ganhar as coisas sem luta? De que vale nos entregarem de mão beijada o que se calhar foi de esforço de alguem que não nós?
E é aqui que nos peguntamos .... merecemos?
Merecemos sim!
Todos merecemos uma hipotese de sermos melhores, de estarmos melhor, de podermos dar mais, de sermos mais alguma coisa do que projectos da sociedade.
A vida gratifica-nos pelo que somos e não pelo que damos, pelo que construimos e não pelo que ganhamos, porque no fundo apenas queremos viver um segundo melhor, um dia melhor, num mundo melhor!

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